sexta-feira, 22 de julho de 2016

PRESENTES EM GRÃOS, ÓLEOS AJUDAM A CONTROLAR O MAU COLESTEROL...

FONTE: julianateofilo em Bem-Estar, (tribunadoceara.uol.com.br).


Quando ingeridos adequadamente e associados a hábitos saudáveis, os fitoesteróis ajudam a diminuir os níveis do mau colesterol (LDL).
Muito se fala sobre quinoa, chia e linhaça, e não é difícil encontrar quem seja adepto a uma barrinha de nuts – um mix de oleaginosas – para controlar o apetite. Além de serem aliados do emagrecimentos, esses alimentos figuram entre os parceiros de um coração saudável e um colesterol perfeito. Isso porque são fontes importantes de fitoesteróis.

Os fitoesteróis estão presentes em alimentos de origem vegetal, como óleos, oleaginosas, sementes, grãos, frutas e legumes. Nos vegetais essas substâncias exercem a mesma função do colesterol nos animais: manutenção da membrana celular. Já nos animais, apresentam o efeito benéfico de melhorar os níveis de colesterol no sangue, por competirem com ele no momento da absorção intestinal.

Mas a médica Talita Poli Biason, gerente da unidade MIP Aché, alerta. “Não se pode esquecer, sobretudo, que você deve ser orientado a adotar uma dieta com redução de gorduras saturadas e de gorduras trans”.

A especialista explica que, em dietas comuns, são ingeridos apenas 100 a 400 mg da substância por dia, passando longe das recomendações diárias que variam entre 1,3 a 2g de fitoesteróis por dia. Os resultados da ingestão adequada, por sua vez, começam a ser evidentes a partir da terceira semana de consumo, diminuindo o colesterol LDL (indesejado), quando associado a hábitos saudáveis, dieta balanceada e prática de exercícios físicos. A dica da médica é incorporar esse nutriente a todas as refeições, já que estudos envolvendo consumo de fitoesteróis mostraram mais eficiência na absorção quando consumidos ao longo do dia.

“Certamente, o estilo de vida, que engloba os hábitos alimentares e exercícios regulares, precisa ser seriamente considerado. Uma dieta saudável é a pedra angular da prevenção de doenças cardiovasculares. Por este motivo, nada melhor do que rever alguns conceitos, a fim de obter uma melhor qualidade de vida”, finaliza Talita.

Xô dúvidas.
De “colesterol bom” e “colesterol ruim” todo mundo entende um pouco. Todos sabemos que o LDL é ruim e o HDL é bom para o coração e para as nossas artérias. Mas ainda restam algumas dúvidas: porque eles são chamados assim? Devemos retirar completamente o LDL da nossa dieta? O que fazer para ter uma dieta equilibrada e longe do temido colesterol alto?

O LDL (do inglês, Low Density Lipoprotein) é a partícula que leva o colesterol para os tecidos corporais, mas, em excesso, o LDL pode sofrer modificação e se depositar na parede das artérias. O HDL (do inglês, High Density Lipoproteins), por sua vez, é a partícula “faxineira” do sangue, fazendo o caminho contrário. Quando em altas concentrações, evita o acúmulo de LDL nas artérias, diminuindo a formação de placa de gordura.

Mas atenção! Não dá para excluir completamente o colesterol da dieta, seja ele bom ou ruim. Até porque cerca de 70% do colesterol que circula em nossas veias nós mesmo produzimos, restando, apenas, 30% para ser adquirido pela alimentação. Além disso, o nutriente é componente importantíssimo na síntese de hormônios, inclusive os sexuais, além de auxiliar no metabolismo e na regeneração celular.


Especialistas indicam, portanto, bom senso ao se alimentar, de forma a não eliminar completamente alimentos da dieta, mas evitar o consumo em excesso de colesterol. Então vale apostar em óleos vegetais, consumir menos carne vermelha – principalmente as gordas – e apostar nas fontes de fitoesteróis.

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