sábado, 23 de setembro de 2017

DENGUE DURANTE A GRAVIDEZ AUMENTA CHANCES DE MORTE DE BEBÊ, MOSTRA ESTUDO...

FONTE: Do UOL, em São Paulo, (http://noticias.uol.com.br).



Um estudo feito pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia mostra que mulheres grávidas que contraem o vírus da dengue sofrem maior risco de perder o bebê. De acordo com os resultados da pesquisa, divulgados na quinta-feira (21) na revista "The Lancet", ter dengue durante a gestação quase dobra a probabilidade de perder o feto ou o bebê morrer no parto. Já a dengue severa aumenta em cinco vezes as chances de morte do feto.

Até então, entre as arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos como o Aedes aegypti), apenas a zika era considerada letal para bebês ainda na barriga da mãe.

A nova pesquisa indica a existência de uma nova forma de letalidade da dengue. A doença era considerada letal apenas quando atingia sua forma hemorrágica, que agrava o quadro do infectado e pode causar a morte.

"Este achado é importante tanto para a formação de políticas públicas quanto para protocolos de assistência em unidade de saúde", diz Enny Paixão, pesquisadora da Fiocruz e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, e autora principal do estudo.

Para Paixão, mulheres grávidas devem passar a ser consideradas população de risco em áreas endêmicas de dengue, necessitando de monitoramento. "Os efeitos da dengue ocorreram principalmente no momento agudo da doença, ressaltando a importância da assistência adequada para evitar o óbito fetal", afirma.

Para chegarem à nova conclusão, os pesquisadores cruzaram dados públicos de mais de 162 mil natimortos (nome dado à morte do feto acima de 500g dentro do útero ou durante o parto) e 1,5 milhão de nascidos vivos obtidos entre dezembro de 2012 e janeiro de 2016. Desse conjunto, 275 natimortos e 1.507 nascidos vivos tinham sido expostos a dengue.

A análise indicou que, entre todos os nascimentos registrados no período, a taxa de natimortos foi de 11 por 1.000 nascidos vivos. Já quando considerado apenas a amostra das mães infectadas por dengue, a taxa de incidência foi de 15 por 1.000.

Este é o primeiro estudo realizado em larga escala a demonstrar a associação entre a dengue e a morte de fetos, segundo a Fiocruz. Apenas um estudo anterior, com uma pequena amostra de um hospital, indicou a relação entre a infecção e natimorto.

Pesquisadores não sabem como dengue causa mortes de bebês.

Os pesquisadores ainda não possuem uma explicação para como a dengue causaria o nascimento de natimortos. Contudo, existem algumas hipóteses. Uma delas é que os sintomas da dengue afetariam diretamente o feto. Mudanças na placenta causadas pela doença e a ação do próprio vírus sobre o bebê também são possíveis explicações para o fenômeno.

De acordo com a pesquisadora Fiocruz, a epidemia de anomalias congênitas associadas à zika ocorrida em 2015 fez com que a investigação científica se voltasse para os efeitos das infecções virais durante a gestação.


"O papel das infecções virais como precursor de efeitos adversos na gestação ainda é pouco conhecido e pesquisas nesta área precisam ser conduzidas e aceleradas", diz Paixão.

COMER MENOS CALORIAS AUMENTA CÉLULAS-TRONCO, DIZ ESTUDO DA USP...

FONTE:,(http://leiamais.ba). 


Estudo foi feito em camundongos.


Um estudo realizado por oito pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista científica norte-americana Cell Reports concluiu que restringir o consumo de calorias na dieta de camundongos preserva a saúde da pele desses animais ao aumentar sua quantidade de células-tronco.
Além disso, a restrição induz o desenvolvimento de um pelo específico, chamado "guard", que diminui perdas de calor com o meio externo e ajuda a regular a temperatura do corpo.
A pesquisa comparou camundongos submetidos à restrição calórica e de peso saudável a outros com obesidade leve.
"Tentamos entender através de que mecanismos não ter sobrepeso garante um envelhecimento saudável e tempo de vida maior", conta Alicia Kowaltowski, uma das autoras do estudo e professora do Instituto de Química (IQ) da USP.
Os resultados apontaram que os animais que seguiram uma dieta mais enxuta em calorias sofreram expansão de 20% a 80% no número de suas células-tronco da pele e do pelo. "Isso é compatível com animais mais jovens, que têm maior número de células desse tipo", afirma.
"Os animais com peso saudável, quando chegam à meia idade, possuem uma pele parecida à de um animal jovem, espessa, enquanto os animais que têm sobrepeso ficam com a pele afinada, sinal de envelhecimento", explica ela.
Kowlatowski afirma, entretanto, que o grupo de cientistas ainda não possui justificativas para relacionar a inibição do consumo calórico ao crescimento, em número, das células-tronco. "É um dos nossos próximos objetivos", revela.
O artigo sugere também que o "guard", grosso e mais longo que outros pelos, é uma adaptação a um cenário em que a absorção de energia é mais limitada. Ele serve como um bom isolante térmico e ocorre cerca de duas vezes mais (de 6% a 8% do total dos pelos) nos camundongos que seguiram a dieta se comparado aos camundongos obesos.
O número de pelos por centímetro quadrado, por outro lado, é o mesmo para as duas categorias analisadas no experimento, pois não há alterações nos outros tipos de pelos que os camundongos possuem.
Para ter uma ideia da importância de pelos para os camundongos submetidos à dieta, os pesquisadores, em uma determinada etapa do experimento, removeram os pelos de ambos os grupos de animais.
Enquanto os camundongos que comiam o que queriam gastaram 24% de energia a mais do que com os pelos, os que ingeriam calorias de modo limitado perderam 40%.
Segundo Kowaltowski, não há quaisquer semelhanças entre o desenvolvimento e a evolução de pelos especiais de camundongos e os pelos humanos.

"Já resolvemos esse problema [de conservar calor] com roupas", conta a professora. No entanto, ela prevê que reduzir o consumo de calorias possa ser benéfico também à saúde da pele humana, já que ela possui semelhança à de camundongos. Estudos nesse sentido, no entanto, ainda não confirmaram a hipótese.

LUCAS MOURA E FABINHO SÃO ESPECULADO EM GRANDES CLUBES DA EUROPA...

FONTE:, (http://www.msn.com).


Estrelas da Ligue 1, Lucas Moura e Fabinho estão na mira de grandes clubes do futebol europeu. A dupla brilha por PSG e Monaco, respectivamente, e está na mira de outros gigantes do Velho Continente.

A Internazionale de Milão tentará a contratação de Lucas Moura, do Paris Saint-Germain. Manchester United e Arsenal também estão interessados na contratação do brasileiro, segundo o Calcio Mercato.

A dupla da Premier League está atrás do jogador que foi revelado pelo São Paulo há um bom tempo. A partir de agora, os italianos também têm o desejo de contar com o jogador de 25 anos. A ideia é levá-lo na próxima janela de transferências.

Paris Saint-Germain e Juventus estão em uma batalha por Fabinho, estrela do Monaco. Segundo o Le 10 Sport, ambos querem contar com o meio-campista a partir de janeiro.


Os dois clubes estavam atrás do atleta brasileiro no verão europeu. Contudo, ficaram incapacitados de tirá-los do Principado. O campeão da Ligue 1 continua pedindo 60 milhões de euros pelo ex-jogador do Real Madrid.

DIARISTA GANHA PROCESSO DEPOIS DE APRESENTAR FOTOSO DO FACEBOOK COMO PROVA...

FONTE: Do UOL, em São Paulo, (http://tecnologia.uol.com.br).



Uma juíza da Justiça do Trabalho de uma cidade do Mato Grosso condenou uma mulher 29 anos a pagar R$ 3.000 reais de indenização por danos morais para uma diarista depois que as fotos publicadas no Facebook por ela foram consideradas prova no processo judicial.

Tudo começou quando a vítima (49 anos), da cidade de Várzea Grande, foi chamada para trabalhar na residência dessa mulher. Segundo o acordo, seriam feitas quatro faxinas mensais no valor de R$ 125 cada, um total de R$ 500. A diarista então foi dispensada depois de três dias de trabalho e sem receber por isso.

Apesar do combinado envolver serviços prestados na residência da mulher, a diarista alegou ainda que chegou a lavar as roupas da família da contratante na própria casa, gastando seus produtos de limpeza e impactando sua conta de luz.

Diante da recusa do pagamento, um processo na Justiça foi aberto contra a ex-chefe.

O argumento para a falta de pagamento foi que a contratante estava desempregada e que precisa sustentar sozinha os dois filhos pequenos. Só que ela não contava que a vítima apresentaria fotos publicadas no Facebook em que demonstravam exatamente o contrário sobre o padrão de vida da mulher.

De acordo com a decisão, o perfil na rede social apresentava fotografias em que a contratante aparecia com iPhone (celular de algo custo), dirigindo um carro próprio e ainda uma sequência de imagens que comprovavam a aplicação de mega hair (alongamento dos fios do cabelo que facilmente pode custar mais do que o valor o serviço prestado).

Diante dos fatos, a juíza Leda Borges de Lima, responsável pela decisão, condenou a mulher a pagar R$ 3.000 de indenização e ainda a pagar a dívida de R$ 402,20. Além das imagens do Facebook, prints de tela do WhatsApp foram usados para comprovar conversas entre a diarista e a filha da mulher que havia contratado o serviço.

"Por certo que a reclamante se sentiu humilhada por tentar de forma infrutífera receber os poucos valores decorrentes da contratação", descreveu a juíza na sentença.


"Certo é que o sentimento de mágoa e revolta da reclamante não pode ser ignorado, já que limpou e lavou a sujeira feita na residência da reclamante e de seus filhos, e nada recebeu por isso, enquanto a reclamada se apresenta para a sociedade com um padrão de vida que não condiz com a miserabilidade financeira que defende nos autos", acrescentou.

SALVADOR APRESENTA REDUÇÃO DE CASOS DE ARBOVIROSES...

FONTE: Da Redação (http://leiamais.ba). 


Resultado positivo é atribuído ao trabalho preventivo em bairros prioritários pela SMS.



Dados da Vigilância Epidemiológica de Salvador indicam que de janeiro até o mês de setembro desse ano a capital baiana apresentou uma redução significativa nas ocorrências de arboviroses (doenças transmitidas pelo arbovírus que incluem o vírus da dengue, zika, chikungunha e febre amarela).
No período, foram contabilizados 515 casos de dengue, um decréscimo de 54% em relação ao ano passado, quando foram notificados 944 ocorrências.
Já a chikugunya, registrou 91 casos confirmados em 2017, número 57% menor que em 2016 (158). A zika, por sua vez, passou de 77 para 36 ocorrências, contabilizando uma diminuição de 47%.
O resultado positivo é atribuído ao trabalho preventivo intensificado em bairros prioritários pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) como grandes mutirões seriados de limpeza, ações de varredura, monitoramento constante e eliminação de larvas em pontos como praças, monumentos e outros tipos de logradouros públicos onde há possibilidade de acumulo de água, além de abertura de imóveis abandonados com o auxílio de outros órgãos da Prefeitura.
Com a chegada da primavera, o Centro de Controle de Zoonoses vai retomar a intensificação dos mutirões de limpeza pelo município em outubro e novembro.

“Salvador é um lugar quente e o mosquito precisa de água e calor. Como o inverno esse ano, foi rigoroso com as chuvas e agora o verão está chegando, a combinação se torna perfeita para o desenvolvimento do mosquito e o número de arboviroses aumenta. Por isso, estamos apurando junto com os agentes de endemia os locais que mais precisam de ações.” afirma a subgerente das Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez. 

FIM DO HORÁRIO DE VERÃO PODE SER DECIDIDO NAS REDES SOCIAIS...

FONTE:, (http://www.msn.com).



A questão do fim do horário de verão - adotado pela primeira vez no Brasil em 1931 - pode ser decidida nas redes sociais. Já que os estudos mais recentes não identificaram uma real economia de energia nos horários diferenciados, o Ministério de Minas e Energia (MME) resolveu remeter a decisão ao presidente Michel Temer, uma vez que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou apreciar a questão previamente. Segundo o Jornal do Comércio, o governo estuda promover uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto.

Caso a decisão seja pela continuidade do horário de verão, a mudança no relógio deve começar no próximo dia 15 de outubro e terminar em 17 de fevereiro de 2018.

No último mês de junho, o estudo no qual se baseia o MME já havia revelado que a mudança nos hábitos dos brasileiros e os avanços tecnológicos interferiram na economia de energia que o horário um dia já proporcionou. Ainda assim, ele seria mantido pelas autoridades do setor elétrico em respeito a "questões culturais".

Ainda segundo a pesquisa, os hábitos dos consumidores são mais influenciados pelas temperaturas que pela incidência de luz natural, a exemplo do uso do ar condicionado. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelam que o horário de ponta, antes centrado entre 17h e 20h, hoje ocorre entre 14h e 15h.

O Ministério das Minas e Energia informou que no ano passado o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema nacional, mas o valor não seria considerado relevante para o setor.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AMBIENTE DA INFÂNCIA PODE MUDAR O DNA E INFLUENCIAR VIDA ADULTA, DIZ ESTUDO...

FONTE: Do UOL, (http://estilo.uol.com.br).



Muito do que acontece com a criança pode influenciar em sua saúde quando está mais velho. Segundo um estudo da Universidade de Northwestern, o DNA pode sofrer mudanças de acordo com status socioeconômico, ausência dos pais, duração da amamentação e exposição a micróbios. E tudo isso pode ser determinante para a saúde durante toda a vida.

Uma das etapas do estudo estudou 500 mulheres grávidas em diferentes situações (acesso a água potável, moradia rural ou urbana, status socioeconômico) nas Filipinas, em 1983, e acompanharam a vida de seus filhos. Após 21 anos, foram analisadas as mudanças em DNA e níveis de proteínas ligados a inflamações e constatado que o contexto em que esses jovens foram criados tinha influência direta em sua saúde no início da vida adulta.

Aqueles que tiveram pais mais ausentes, falta de exposição a micro-organismos (o que fortalece o sistema imunológico) e contextos de pobreza tiveram inflamações menos controladas.


Não é a primeira vez que pesquisas investigam o papel de situações na infância na saúde adulta – como divórcio dos pais, por exemplo -, porém este estudo é pioneiro em demonstrar que não são só influências comportamentais, mas também genéticas.

CONTA DE LUZ TER BANDEIRA VERMELHA NO PATAMAR 2 EM OUTIBRO...

FONTE: (http://leiamais.ba).

O Operador Nacional do Sistema prevê que a bandeira vermelha vigorará em outubro e novembro.


Por causa do atual regime hidrológico, a tendência é que as tarifas de energia elétrica vigorem em outubro acrescidas da bandeira tarifária vermelha, no patamar 2, reafirmou nesta sexta-feira, 22, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

"A lógica, a tendência, é que estamos com um regime hidrológico ainda muito desfavorável. As chuvas atrasaram. A tendência é, para a próxima semana, o CMO estar mais caro. Então, caminha na direção da bandeira vermelha. E é mais provável que chegue ao patamar 2", afirmou Rufino, pouco antes de dar palestra na Sessão Especial do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio.

Rufino frisou que falou em termos de tendência, pois somente na próxima semana será fechada a bandeira tarifária que valerá em outubro, conforme o Custo Marginal de Operação (CMO). O Operador Nacional do Sistema (ONS) também prevê que a bandeira vermelha vigorará em outubro e novembro.

O diretor-geral da Aneel também descartou a possibilidade de haver desabastecimento de energia elétrica em 2018, mesmo que o crescimento da economia seja mais forte do que o inicialmente esperado. Mesmo o despacho das usinas termelétricas mais caras, caso a demanda suba, pode ser evitado caso o Brasil importe energia da Argentina a um preço melhor.

"Só vamos importar se os preços forem competitivos em relação às térmicas que eu tenho. O que foi feito é uma autorização para importar. O comercializador vai declarar o valor e, aí, o ONS está autorizado a acionar, desde que ela desloque as térmicas mais caras", disse Rufino.

Na quinta-feira, o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que, para amenizar o impacto da seca nos preços, serão importados cerca de 1 mil megawatts-médios da Argentina, já a partir do mês que vem.

APÓS DERROTAS EM AMISTOSOS, EMILY LIMA É DEMITIDA DA SELEÇÃO...

FONTE:(http://www.correio24horas.com.br).
Emily assumiu o comando da seleção feminina em novembro do ano passado, no lugar de Vadão.


Após derrotas em amistosos com a Austrália, fora de casa, a técnica Emily Lima foi demitida do comando da seleção brasileira feminina de futebol. Ela deixou a função após reunião com a diretoria da CBF, nesta sexta-feira, um dia após o retorno da seleção ao Brasil.

A CBF não revelou detalhes sobre a reunião e nem informou a causa da demissão. "Após reunião realizada na manhã desta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol informa o desligamento da técnica Emily Lima do comando da seleção brasileira feminina. A CBF agradece a treinadora pelo trabalho realizado neste período, desejando sucesso em sua próxima jornada", disse a entidade, em comunicado.

A seleção feminina voltou ao Brasil na quinta após duas derrotas para a Austrália, na casa do rival, em amistosos disputados no sábado e na terça-feira. Mesmo contando com Marta e Cristiane em campo nas duas partidas, o Brasil foi batido por 3 a 2 e 2 a 1.

O time nacional já vinha de goleada de 6 a 1 para a mesma equipe australiana no Torneio das Nações, em junho deste ano, nos Estados Unidos. Lá também perdeu para a seleção da casa e empatou com o Japão. Antes disso, em amistoso disputado em abril, venceu a Bolívia.

Emily assumiu o comando da seleção feminina em novembro do ano passado, no lugar de Vadão. Ela liderou a equipe na conquista do Torneio Internacional de Manaus, em dezembro, ao vencer a Itália na decisão.

Sua tarefa era preparar a equipe para a próxima Copa do Mundo, em 2019, na França, e iniciar a formação do time olímpico para os Jogos de Tóquio-2020. A CBF não estabeleceu um prazo para definir o substituto ou a substituta de Emily.

ESPERMA HUMANO PODE HOSPEDAR ATÉ 27 VÍRUS DIFERENTES...

FONTE: Do UOL, em São Paulo (http://noticias.uol.com.br).

Já não é novidade que o HIV ou o vírus da zika são capazes de sobreviver no sêmen humano e ser sexualmente transmitido. A surpresa, no entanto, é que há muito mais do que esses vírus que podem ser transmitidos pelo esperma do homem.

Segundo um artigo publicado na revista científica "Emerging Infectious Diseases", ligada ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 27 vírus --tais como ebola, hepatite B e C, herpes, citomegalovírus, catapora e chikungunya -- também podem ser transmitidos no sexo.

Embora nem todos os 27 vírus sejam transmissíveis de pessoa para pessoa, segundo o estudo, podem ter outras consequências graves, como reduzir a fertilidade ou aumentar o risco de adquirir uma doença sexualmente transmissível.

O artigo também ressaltou que alguns desses vírus podem até causar mutações no DNA do esperma, o que compromete as gerações futuras do sêmen.

O estudo foi feito a partir da revisão de mais de 3.800 publicações científicas. Os autores encontraram ainda a evidências de que outros 11 vírus, além de serem encontrados no sêmen, podem viver nos testículos, incluindo aqueles que causam gripe, dengue, varíola, rubéola e síndrome respiratória aguda grave.


Mas, como apontam os cientistas, ainda são necessárias mais pesquisas para entender como e se os vírus podem ser transmitidos sexualmente e exatamente quais vírus permanecem vivos no sêmen, por quanto tempo e em que concentrações.

VACINA CONTRA ZIKA PODE PREVENIR A TRANSMISSÃO NA GRAVIDEZ...


FONTE: Da Agência Brasil,(http://leiamais.ba).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications.


A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio dos filhotes.
“É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus”, informou o Ministério da Saúde.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications, segundo a pasta.
Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa.
Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. Já os testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz/Biomanginhos, no Rio de Janeiro.
Do grupo controle que não tomou a vacina, as fêmeas de camundongos tiveram aborto por conta da transmissão do vírus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras alterações neurológicas.













Esterilidade em machos.
Além dos testes em fêmeas, foram feitos testes em camundongos machos. Um dos achados científicos inéditos é que o vírus Zika pode ser capaz de causar esterilidade. A infecção nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade deles (ficaram praticamente imóveis) e o tamanho dos testículos (atrofia). Esses testes não foram realizados nos macacos.
No entanto, segundo o ministério, não é possível afirmar que o efeito também se aplique aos seres humanos e são necessários mais estudos para entender a dimensão deste problema. Os testes da vacina, entretanto, também tiveram sucesso na proteção dos camundongos machos.
A pesquisa ainda não chegou a testar a capacidade dos animais de engravidarem fêmeas após os danos constatados nos testículos, por isso, ainda não é possível apontar o impacto de esterilização nesses animais.
“O que se sabe é que há uma grande quantidade de vírus na excreção do esperma, que significa que o vírus tem bastante capacidade de se replicar, causando a destruição das células que resulta em diminuição dos testículos e, consequentemente, a esterilidade”, disse o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, em nota.
A parceria entre o IEC e os institutos norte-americanos para a pesquisa foi firmada em fevereiro de 2016, a partir de acordo internacional para o desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika.

O Ministério da Saúde vai destinar um total de R$ 7 milhões até 2021 para o desenvolvimento e produção da vacina. O imunobiológico em desenvolvimento utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado de apenas uma dose, capaz de estimular o sistema imunológico e proteger o organismo da infecção.

MARCELO É CORTADO E TITE CHAMA ALEX SANDRO PARA AS ELIMINATÓRIAS...

FONTE: Marcio Dolzan,(http://www.correio24horas.com.br).

A seleção brasileira começa a se apresentar na Granja Comary no domingo, 1º de outubro, onde fará três treinos.



A comissão técnica da seleção brasileira decidiu cortar o lateral-esquerdo Marcelo e convocar Alex Sandro, da Juventus, para os dois últimos jogos da seleção nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo. A mudança se deve a uma lesão muscular que o jogador do Real Madrid sofreu na perna esquerda na derrota do time para o Betis, na quarta-feira, pelo Campeonato Espanhol.

"O Real Madrid foi muito solícito e enviou os exames realizados pelo Marcelo. Após analisarmos, ficou clara a necessidade de uma recuperação maior, o que impede sua participação nos próximos jogos", disse o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, em comunicado publicado no site da CBF.

Mais cedo, o clube espanhol publicara curto comunicado em seu site oficial em que informava que "exames realizados por Marcelo no Hospital Universitário Sanitas La Moraleja diagnosticaram uma ruptura fibrilar de grau 2 na parte posterior do bíceps da perna esquerda".

Como de costume em casos de lesão de seus jogadores, porém, o clube não estabeleceu um prazo previsto de afastamento do atleta e apenas se limitou a dizer que o retorno aos gramados estará "pendente de evolução" da lesão.

A seleção brasileira começa a se apresentar na Granja Comary no domingo, 1º de outubro, onde fará três treinos. O time encara a Bolívia, em 5 de outubro, em La Paz, e encerra sua participação nas Eliminatórias diante do Chile, cinco dias depois, no Allianz Parque, em São Paulo.

COMER MELECA, AREIA E ATÉ COCÔ: QUAL MANIA DAS CRIANÇAS FAZ REALMENTE MAL?...

FONTE: *** Heloísa Noronha, Colaboração para o UOL, (http://estilo.uol.com.br).



Quanto menor a criança, maiores as chances de ela chocar os pais com suas explorações do mundo e do próprio corpo. Mexer no nariz em busca da meleca perfeita para comer ou meter a mão no cocô na hora da troca da fralda, levando em seguida o dedinho lambuzado à boca, são atitudes infantis capazes de deixar os adultos de cabelo em pé. Como agir? É preciso não só orientar se certos hábitos são ou não aceitos, mas também se prevenir contra possíveis doenças. Veja o que fazer diante de manias de embrulhar o estômago:

Comer meleca do nariz.

Admita: você provavelmente também experimentou caquinha verde na sua infância. Para quem não se lembra, a meleca tem um gosto salgadinho parecido ao do soro fisiológico - e é por isso que as crianças gostam tanto. Ela é composta por células da parte nasal, sal proveniente do suor e fuligem do ar. Comê-la não oferece risco algum, pois ela será digerida e eliminada pelas fezes. Há estudos, inclusive, que indicam que ao tirar e comer a meleca a criança produz anticorpos que atuam como um fator de proteção. No entanto, o ato de cutucar as narinas pode machucar o septo e lesar os vasinhos, provocando infecções locais - principalmente se o dedo estiver sujo. E, convenhamos, a mucofilia (nome científico da mania) não é nada agradável de se ver e deve ser corrigida pelos pais, sempre com conversa e orientação.

Cutucar feridas.

Aplacar a ansiedade, incômodo por sentir algo diferente no próprio corpo, coceira ou simples curiosidade são alguns dos fatores que costumam levar qualquer criança a mexer em machucados. O problema é que, ao arrancar as casquinhas, é retirada a barreira de proteção da pele, o que provoca uma interrupção no processo de cicatrização. Como a unha contém bactérias, a pele exposta fica mais propensa a infecções e a cicatrização pode acontecer de maneira inadequada e profunda. O que os pais devem fazer? Deixar as unhas do filho bem curtas, lavar a mão da criança sempre que necessário, aplicar cremes ou pomadas que agilizem a cicatrização e diminuam a coceira e cobrir o local com band-aids ou curativos lúdicos e divertidos.

Comer insetos ou cocô.

A partir dos quatro meses de idade, os bebês reconhecem as coisas levando-as à boca. Por mais que os pais vigiem, algumas escapadas vão fugir ao seu controle. Embora a ingestão de insetos seja considerada um hábito cultural, dependendo do local, nos países onde isso acontece os bichinhos foram criados e preparados de forma segura para essa finalidade. Não são raros os casos de bebês levando à boca formigas, besouros e até baratas. Os insetos, em si, não oferecem risco, mas como possivelmente passearam por lugares contaminados, podem trazer incontáveis vermes e bactérias em suas patinhas. No caso do cocô, a criança pode comê-lo em determinadas circunstâncias: durante a troca, ao passar a mãozinha na sujeira e levá-la à boca, ao cutucar a fralda ou até no processo de desfralde, quando é comum haver escape das fezes. Tanto no caso dos insetos quanto no do cocô, é preciso esterilizar as mãos da criança com água e sabão, observá-la atentamente por alguns dias e levar ao médico se apresentar febre, diarreia ou vômito. E, obviamente, ensinar que não se deve levar "caca" à boca

Mexer na água da privada.

Imagine, na percepção infantil, o quão encantador é a visão de um vaso sanitário cheinho de água para se divertir! Essa curiosidade é mais do que normal, é saudável. Entretanto, por mais limpa que seja, é claro que qualquer privada contém bactérias, fungos, vírus e vermes. Há perigo de a criança contrair viroses ou infecções gastrointestinais com quadros de vômito e diarreia. Diante da travessura, lave bem as mãos e o rosto do seu filho com sabonete e água corrente. E já que só tampar a privada nem sempre funciona, procure por travas e outros mecanismos de segurança para que o pequeno não mexa. É bom também passar a fechar a porta do banheiro para a criança não ter acesso.

Colocar terra ou areia na boca.

Quando brinca no parquinho a criança já está suscetível a adquirir o bicho geográfico, cujas larvas penetram na pele, causando lesões. Ao comer areia ou terra, o perigo aumenta: como cães e gatos podem ter andado e feito suas necessidades no local, há o risco de contrair vermes e bactérias. Em vez de impedir que seu filho entre em contato com a sujeira, restrição que pode ser muito mais prejudicial do que uma virose, é bom ficar de olho em possíveis sintomas: os mais comuns são os já citados febre, diarreia e vômito. Vale lembrar que, segundo especialistas, a higienização excessiva é negativa e limitante à infância.

Roer unha.

Mais do que provocar nojo, a onicofagia, mania de roer as unhas e engolir, é perigosa. As lesões causadas pelo hábito podem causar infecções de pele e da unha (causando até mesmo perda da mesma). Em alguns casos, os pedaços de unhas engolidos podem causar pequenas lesões no estômago e intestino. Outra ameaça: a sujeira acumulada sob as unhas contém germes e bactérias que contaminam o organismo e provocam doenças. Os pais precisam explicar que o hábito não é saudável e, em casos mais extremos, contar com o auxílio de produtos como esmaltes com gosto ruim, que vão impedir a criança de levar a mão à boca. Como a ansiedade e o estresse podem estar por trás desse comportamento, é aconselhável ouvir a opinião do pediatra.


***FONTES: Cylmara Gargalak Aziz, pediatra especialista em gastropediatria e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP); Daniela Miranda, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP), e Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra, neonatologista e homeopata infantil, de São Paulo (SP).

DESNUTRIÇÃO ATINGE 35,5% DAS CRIANÇAS POBRES DA VENEZUELA...

FONTE: Agência Brasil, 
(http://leiamais.ba).


A pesquisa foi feita com familiares das crianças em três estados. Desse total, 14,5% sofrem de desnutrição moderada ou severa e 21% em grau leve.

Um estudo da Organização Cáritas da Venezuela, publicado na quinta-feira (21), mostra que 35,5% das crianças pobres do país, com idade de 0 a 5 anos, apresentam alguma forma de desnutrição.






A pesquisa foi feita com familiares das crianças em três estados. Desse total, 14,5% sofrem de desnutrição moderada ou severa e 21% em grau leve. No entanto, 32,5% estão em risco de serem afetados pelo problema.
O estudo começou a ser feito em outubro do ano passado em 32 paróquias de Caracas e dos estados de Miranda, Vargas e Zulia. Nos últimos quatro meses, entretanto, as pesquisas não foram feitas na capital por causa da onda de protestos contra o governo, que deixou mais de 120 mortos.
A Cáritas explicou no relatório que entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 houve aumento da desnutrição infantil aguda de 3,5 pontos percentuais por mês, e que 71% das famílias visitadas relataram ter visto sua situação alimentar se deteriorar.
Além disso, a pesquisa revela que 63% dos entrevistados compram comida de revendedores devido à escassez nos supermercados. Apenas 31% têm acesso ao programa governamental que concede uma cesta básica com preços subsidiados pelo Executivo.

A maioria das famílias ouvida na pesquisa, todas residentes em áreas vulneráveis, relata ter diminuído ou eliminado o consumo de carne vermelha, frango, ovos e lácteos. Elas também têm problemas para ter acesso diário à água potável.

MÉDICOS RETIRAM BEXIGA DE BEBÊ DE 4 DIAS POR ENGANO...

FONTE: Da Redação redacao@correio24horas.com.br,(http://www.correio24horas.com.br).


Menina terá de usar sonda pelo resto da vida.

Uma bebê de apenas quatro dias de vida teve a bexiga removida por engano durante uma cirurgia para remover cisto no ovário da criança. O caso aconteceu em abril, em um hospital particular do Distrito Federal, mas a mãe da menina, Nathalia Evelyn Peixoto de Almeida, só revelou o erro depois que o hospital recusou dar assistência.
Segundo a rádio CBN, o que deveria sido retirado na cirurgia era um cisto ovariano, constatado pelos médicos quando Ana Lípia ainda estava na barriga da mãe.Quando Nathalia entrou em trabalho de parto, levou os exames para o hospital. Só que dessa vez os médicos falaram que se tratava de um cisto abdominal, perto do umbigo, e que precisava ser removido com urgência.
Ana Lípia passou pela cirurgia aos quatro dias de vida. Dois dias depois do procedimento, os médicos perceberam o erro, já que a garotinha não urinava e estava retendo líquidos. Ainda de acordo com a CBN, a equipe então colocou dois drenos para permitir a passagem da urina.
Nathalia ficou arrasada. "É a pior sensação da minha vida e cada dia era uma notícia ruim. Eles fizeram um erro que vai ser pra vida da minha filha toda e estão fingindo que nada aconteceu. É isso que me machuca muito. As consultas são bastante caras, por exemplo, um urologista é R$ 400, uma ecografia que ela faz é R$ 380. Fralda ela usa mais do que um bebê normal, porque tem que ser trocada toda hora", disse à rádio.

Ana Lípia só poderá passar por uma cirurgia para implantar uma bexiga artificial quando completar cinco anos. Mesmo assim, ela vai precisar usar sonda por toda a vida. O Hospital Santa Helena informou à CBN que prestou todo o atendimento necessário à família e que acompanha o caso por meio do médico assistente.

ORTOREXIA: OBSESSÃO PELA DIETA PERFEITA...

FONTE:, vandrvieira, (http://www.msn.com).



Em outubro de 1997, o médico americano Steven Bratman descreveu, de maneira inédita, uma prática comum entre seus pacientes: eles acreditavam que determinados alimentos seriam capazes de causar, prevenir ou tratar doenças e, por isso, seguiam uma dieta extremamente rígida. Tal comportamento foi batizado pela primeira vez na história de ortorexia, junção das palavras gregas “orexsis” (apetite) e “orthós” (correto).

“Diferentemente da anorexia e da bulimia, o quadro é marcado pela obsessão pela pureza do que se come. Ou seja, não tem relação com o peso ou as calorias”, explica a psicóloga Simone Freitas, coordenadora da Clínica de Estudos e Tratamento em Transtornos Alimentares e Obesidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Embora a ortorexia tenha sido nomeada há duas décadas, ainda é considerada nova e pouco explorada pela ciência – daí porque ainda não consta na lista oficial de transtornos alimentares. Mas isso não a torna menos alarmante. Tanto é que, em junho, ela foi tema de palestra no Ganepão, congresso realizado em São Paulo e um dos maiores encontros de nutrição da América Latina.

Mas por que se preocupar com quem se esforça para comer tão perfeitamente? “A dieta tende a ficar cada vez mais restritiva, a ponto de se excluírem grupos alimentares importantes”, responde a nutricionista Marle Alvarenga, do Instituto Nutrição Comportamental, na capital paulista.

A expert conta que uma das características da condição é o indivíduo levar a própria refeição ao sair de casa – do contrário, às vezes nem se alimenta. É aí que o bem-estar começa a degringolar. Afinal, muitas das situações em que interagimos com amigos e familiares envolvem comida. Só que, para o ortoréxico, não seguir uma dieta regrada é sinônimo de pouca ou nenhuma força de vontade.

Logo, os momentos de convivência viram palco de confusão. “Aí, muitos preferem almoçar e jantar sozinhos, além de evitar confraternizações”, nota a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de extensão em transtornos alimentares da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

O conceito de ortorexia passou por algumas atualizações ao longo dos últimos anos, como conta Bratman em entrevista à SAÚDE: “Há quem exagere nos cuidados com aquilo que vai ao prato por questões ideológicas, éticas ou filosóficas”, relata. A proposta inicial, no entanto, continua valendo. “Embora a dependência ou o gosto pelo exercício possam coexistir com essa condição, o que a define é a relação obsessiva com a qualidade da alimentação”, explica o homem que definiu o quadro.

Bratman suspeita que muita gente se tornou ortoréxica, pelo menos em parte, devido à atual concepção do que é parecer saudável. “No meu tempo, ser ‘fit’ significava conseguir subir alguns lances de escada sem perder o fôlego. Isto é, era um termo associado à nossa resistência e à capacidade aeróbica”, diz. “Agora, ele tem a ver com um biótipo magro ou musculoso”, diferencia. Apesar de a distorção de imagem corporal não ser a principal característica da ortorexia, pode, sim, haver insatisfação com o espelho e o desejo de perder peso a fim de alcançar tal padrão – que, para atrapalhar ainda mais, é bastante difundido na internet.

Obviamente, isso não quer dizer que quem gosta de comer bem ou decide adotar hábitos bacanas está com um pé no problema. “Na ortorexia, esses pensamentos sobre comida ocupam a mente a maior parte do tempo. Além disso, representam um fator de limitação, fazendo com que a pessoa deixe de ir a uma festa só porque não encontrará opções consideradas adequadas, por exemplo”, esclarece o psiquiatra Fábio Gomes de Matos, fundador do Centro de Tratamento de Transtornos Alimentares (Cetrata), vinculado à Universidade Federal do Ceará.

Manter-se firme e forte nessa cruzada alimentar nem sempre é fácil: tem gente que sente falta dos itens excluídos da rotina. “Só que o prazer proporcionado pela comida normalmente não é colocado acima da satisfação de se sentir com a saúde em dia”, diz a psicóloga Rogéria Taragano, do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Quando ocorre um deslize e o ortoréxico cede à tentação, ele logo é acometido pela culpa, o que gera estresse, ansiedade e até depressão – além de piorar o quadro em si.
Os prejuízos da ortorexia não se restringem ao campo mental. É muito comum, por exemplo, encontrar adeptos de cardápios elaborados com a finalidade de reforçar tratamentos médicos. Vejamos o caso da dieta sem glúten. Ela é indicada a indivíduos com doença celíaca ou a chamada sensibilidade não celíaca ao glúten – e só.

Mas uma porção de gente encafifou com a proteína do trigo, abolindo-a sem motivos. E, agora, estudos têm mostrado que esse comportamento pode aumentar o risco de diabetes, doenças cardíacas e outras encrencas. “Algumas dietas são como remédios. Se prescritas para as pessoas certas, oferecem ótimos resultados. Para outras, serão prejudiciais”, ressalta o gastroenterologista Peter Gibson, professor da Universidade Monash, na Austrália.

Autor dos primeiros experimentos sobre a tal sensibilidade ao glúten, Gibson tem outro feito na carreira. Ele e sua equipe elaboraram um plano alimentar para portadores da síndrome do intestino irritável, quadro marcado por cólicas, gases e constipação ou diarreia. Denominado Low FODMAP Diet, o menu limita a ingestão de alguns açúcares, como a frutose das frutas e a lactose do leite. Não demorou muito para indivíduos livres da condição aderirem a essa dieta especial, tirando-a do contexto para o qual foi criada.

“Só que, se não for seguida com aval e acompanhamento de um médico, podem faltar fibras e cálcio, prejudicando os ossos e o funcionamento do intestino”, avisa o especialista australiano. Não bastassem as dietas da moda, as redes sociais vêm desempenhando um papel de peso na ascensão da ortorexia, contribuindo para que ela seja aceita e, inclusive, encorajada.

“Só no Instagram, as hashtags #eatclean (coma limpo) e #fitspo (inspiração fitness) somam quase 100 milhões de postagens relacionadas a alimentação saudável e prática de esportes”, destaca o médico Simon Knowles, do Centro de Pesquisa Psicológica e Cerebral da Universidade Swinburne, também na Austrália.

Cortando o mal pela raiz.

Atualmente, Knowles trabalha em uma pesquisa com mais de 600 voluntários a fim de identificar os fatores psicossociais por trás da ortorexia. Nesse sentido, já existem alguns estudos indicando quais profissionais estão mais propensos ao quadro. Ao analisarem 150 alunas do curso de Nutrição, pesquisadores da Universidade de Taubaté, no interior paulista, notaram que 88,7% delas corriam risco de desenvolver o problema.

“Veganos, famosos, atletas e profissionais da área da saúde são os que mais precisam se policiar para não ter ou reforçar essa postura”, afirma a psicóloga Priscilla Leitner, diretora do Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar de Curitiba. “Daí a importância de levar o tema para eventos direcionados a esses públicos”, completa a nutricionista Marcela Kotait, do Grupo Especializado em Nutrição, Transtornos Alimentares e Obesidade (Genta), que coordenou a palestra sobre ortorexia no Ganepão.

Por ainda não ser reconhecida como transtorno alimentar, a busca desmedida por um cardápio equilibrado não tem tratamento específico. Mas, assim como na bulimia e na anorexia, especialistas de várias áreas atuam em conjunto. Não se fala em cura, porém são grandes as chances de controle. Para chegar nesse ponto, claro, tem que procurar ajuda. E o primeiro passo é entender que, se a dieta gera limitações e estresse, ela pode ser tudo, menos saudável.

4 sinais de que a dieta está virando neurose.

Online.
Só segue, curte e compartilha perfis e conteúdos relacionados a dicas de alimentação e nutrição.

Solidão.
Dedica mais de três horas diárias à questão alimentar e se distancia nos momentos das refeições.

Entre amigos.
Tenta de forma insistente instruir os demais acerca dos benefícios de seus hábitos à mesa. E, por causa deles, tem um ar de superioridade.

No mercado.
Não poupa tempo ao checar rótulos e só compra produtos orgânicos, ecológicos, funcionais e com certificado de salubridade.

Fora de casa.
Prefere passar fome a comer o que julga impuro. Lapsos são acompanhados de sentimento de culpa e mais rigidez posteriormente.

3 transtornos alimentares reconhecidos (e perigosos!)

Bulimia.
É caracterizada por episódios de compulsão seguidos por compensação – para isso, há abuso de laxantes e indução de vômito.

Ocorre perda acentuada de peso em decorrência de uma restrição severa de alimentos e a prática excessiva de exercícios físicos.


Marcada por exageros recorrentes à mesa sem qualquer tipo de compensação. O resultado é um risco elevado de sobrepreso e obesidade.